Batman/Flash- O Bóton (leve spoiler)

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Quando DC Renascimento surgiu com a ideia de que todo o plano criado em Os Novos 52 foi obra de um personagem de Watchmen o mundo dos fãs de quadrinhos ficou em polvoroso. Mesmo quem não era fã dos personagens da DC ficou de orelha em pé com o que vinha por aí. Para muitos isso é um “verdadeiro sacrilégio” e para outros “uma tacada de mestre”. Os Novos 52 foi uma iniciativa da DC para renovar seus personagens, apagando tudo. Todos seus personagens começaram do zero- ou pelo menos essa era a ideia. Apenas Batman e o universo dos Lanternas Verdes não teve um reboot como os demais personagens. Seja como for, foram anos de duras críticas à DC Comics pelo seu reboot desastrado. Muitos personagens ficaram descaracterizados e durante cinco anos a casa do Superman e cia amargou lugares ruins nas vendas. Verdadeiras surras da concorrência. Isso é um dado concreto e pouca coisa realmente se salvou durante todo esse tempo. Com a ideia de renovar e refazer o status de seus heróis, a DC arquitetou o “Renascimento” e invés de fazer mais um reboot, apenas deu continuidade ao universo de Os Novos 52, porém, com outra ótica, com uma tomada mais próxima do que era antes do evento. E com isso surgiu a ideia do personagem por trás do verdadeiro universo de Os Novos 52 que apareceu depois de o Ponto de Ignição, que foi a saga que eliminou o multiverso DC antes da iniciativa Os Novos 52.

O Botón é a investigação do Flash e o do Batman a respeito do que realmente haveria acontecido para que um universo fosse obliterado tendo o bóton do Comediante de Watchmen como pista principal. Algumas questões abordadas colocam os dois heróis frente a um mistério ainda maior e dúvidas ainda mais pertinentes. Flash e o Homem Morcego embarcam na Esteira do Cósmica em que os dois heróis buscam respostas- e atravessam o passado do Universo Primordial da DC- tentando alcançar Eobard Thawne, o Flash Reverso. No entanto, mais perguntas começam a circundar os dois companheiros e coloca Bruce Wayne de frente com Thomas Wayne do universo de Ponto de Ignição. E é aqui que o sentido de O Bóton fica em segundo plano. A investigação fica meio de lado, mas a ideia formada para seu verdadeiro propósito é plantada nesse arco. Quando o Flash Reverso tenta novamente voltar pelo fluxo do tempo, uma força superior o pega e o assassina na frente dos heróis. Quem é o responsável por essa morte? Quem esteve aparentemente manipulando o tempo e o espaço durante todo esse tempo? As respostas muitos fãs já sabem, mas o verdadeiro embate será dentro da maxissérie O Relógio do Juízo Final (que no Brasil será editado em dezembro). O Bóton é no máximo uma leitura curiosa e um bom prelúdio, mas não entrega respostas- e nem é seu propósito- e fica apenas numa ação paralela que existe para preparar os heróis da DC para um futuro negro.

A arte de Jason Fabok e Howard Porter cumprem bem seu papel e o destaque fica mesmo para Fabok, que é um artista que evoluiu muito. Em tempo, apesar da polêmica sobre a capa nacional onde o bóton do Comediante é censurado por conta de direitos autorais, fica a dica para não se afobar a adquirir a capa dura com o “buraco” no meio com um símbolo que sai e mostra o original. Não é uma obra icônica e a versão em papel cartão é o suficiente para saciar sua sede.

SERVIÇO:
DC Renascimento Batman/Flash- O Bóton
Roteiro: Joshua Williamson e Tom King
Arte: Jason Fabok e Howard Porter
Páginas: 108
Preço: R$ 17,90 (capa cartonada), R$ 39,90 (capa dura)
Data de lançamento: Maio de 2018
Editora: Panini Comics
Editora Original: DC Comics

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