Oscar 2020: previsões para Melhor Ator Coadjuvante

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Como a temporada de prêmios esquentando, vamos dar uma olhada nos principais candidatos a Melhor Ator Coadjuvante no Oscar de 2020.

Ainda há tempo para as coisas mudarem, mas a imagem dos prêmios está ficando mais clara a cada dia. Na semana passada, vários precursores do Oscar, como o National Board of Review, o American Film Institute e o Globo de Ouro, deram indicações de como será a corrida para o Oscar 2020, e mais importante ainda em relação as atuações, o Screen Actors Guild anunciou seus indicados recentemente.

Este ano, a categoria de Melhor Ator Coadjuvante será uma verdadeira batalha sangrante repleta de astros classe A. Esse ano também deve levantar algum debate em torno da categoria de Melhor Ator Coadjuvante, porque teremos indicações que se encachariam perfeitamente em papeis de liderança levantando a questão se eles realmente estão realizando uma atuação de apoio. Independentemente de como tudo acontece, deve ser divertido assistir. Sem mais delongas, aqui estão nossas principais escolhas para Melhor Ator Coadjuvante nesta temporada de prêmios.

Brad Pitt – Era uma Vez em… Hollywood
Pitt já tem um Oscar em sua carreira, já que ele foi o produtor do longa 12 Anos de Escravidão ganhador do Oscar de Melhor Filme em 2014, mas ele nunca ganhou por sua atuação. Pitt foi indicado nessas categorias três vezes (mais recentemente em O Homem que Mudou o Jogo). Ator tem uma carreira solida e de grandes papeis, incluindo atuações memoráveis como o Tenente Aldo Raine em Bastardos Inglórios. Porém, reunir-se com Quentin Tarantino mais uma vez pode fazer ser o truque necessário para reverter a maré de sorte de Pitt.

No papel do dublê Cliff Booth em Era uma Vez em… Hollywood, Pitt ganhou indiscutivelmente as melhores críticas de sua carreira. Ele deslizou sem esforço para o papel e foi a atração do filme. Alguns acharam que ele superou Leonardo DiCaprio (que é candidato a melhor ator este ano). Mesmo com o afluxo de títulos de festival fazendo ondas na temporada, o burburinho de Era uma Vez em… Hollywood nunca vacilou, e continua sendo um dos candidatos mais fortes.

A Academia gosta de dar aos veteranos os chamados Oscars de “realização profissional” como uma maneira de compensar desprezos do passado e honrar todo o corpo de trabalho do ator. Isso não quer dizer que Pitt não mereça Melhor Ator Coadjuvante pelos méritos da performance, mas isso é algo a considerar ao tentar prever a categoria.

Al Pacino – O Irlandês
Pacino é um dos atores mais talentosos de todos os tempos, mas mesmo seus maiores fãs teriam que admitir que algumas de suas escolhas recentes foram … suspeitas. Parecia que seus dias de glória estavam bem atrás dele, mas Pacino está mais uma vez empolgado com sua atuação como Jimmy Hoffa. Colaborando com Martin Scorsese pela primeira vez em sua ilustre carreira, Pacino foi um destaque claro e fez um dos seus melhores trabalhos em anos. Espera-se que O Irlandês seja um grande concorrente em todos os aspectos sendo um dos favoritos incontestável, é provável que Pacino pegue carona nesse favoritismo. Ele já recebeu indicações do Globo de Ouro e do SAG, que são as duas grandes marcas de seleção a serem cruzadas.

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Em qualquer outro ano, Pacino séria o líder nessa categoria, ajudando a levar um filme de 3,5 horas. O que dá a Pitt a pequena vantagem é o fato de que ele nunca ter ganhado por atuar antes, e Pacino tem uma por sua atuação em Perfume de Mulher.

 

Tom Hanks – Um Lindo Dia na Vizinhança
Hanks conseguiu o feito raro de ganhar o Oscar consecutivo em 1993 e 1994 ( Filadélfia e Forrest Gump: O Contador de Histórias ), e apesar de uma série de excelentes performances, ele foi indicado apenas mais duas vezes desde então sendo seu aceno mais recente em 2000 com O Náufrago. Mesmo com um talento especial para escolher bons projetos, Hanks não conseguiu uma nova indicação.

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Seu papel em Um Lindo Dia na Vizinhança pode mudar tudo isso. No filme, Hanks interpreta o amado apresentador de TV Fred Rogers, uma combinação perfeita entre ator e papel que quase todo mundo parece aprovar. O filme em si não é de grande impacto, mas Hanks parece seguro para dar outro aceno em sua carreira histórica.

 

Joe Pesci – O Irlandês
Saindo da aposentadoria para trabalhar novamente com seu colaborador de longa data Scorsese, Pesci não perdeu o ritmo. No longa, o vencedor do Oscar interpreta Russell Bufalino, um mafioso que recruta Frank Sheeran (Robert De Niro) em sua operação criminal. Pesci fez seu nome com papeis característicos como Tommy DeVito em Os Bons Companheiros e Nicky Santoro em Casino. Felizmente, Bufalino é uma junção desses personagens voláteis.

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Anthony Hopkins – Dois Papas
A Netflix tem uma tonelada concorrentes nesta temporada, e uma produção que tenta fazer barulho é Dois Papas, que narra os esforços do Papa Bento XVI e do Papa Francisco para criar um futuro para a Igreja Católica. Exibindo em alguns dos festivais, o longa recebeu muitos elogios da crítica, colocando-o forte na corrida. Embora o filme possa não ser “grande o suficiente” para conseguir uma indicação para Melhor Filme, muitos acreditam que ele tem o que é preciso para conseguir indicações importantes. Em particular, a dupla dinâmica de Jonathan Pryce e Hopkins na disputa em suas respectivas categorias de atuação.

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Hopkins ganhou um Oscar por seu famoso papel de Hannibal Lecter em O Silêncio dos Inocentes, e foi indicado mais três vezes, a ultima em 2007. Contudo o ator deve ter muitas dificuldades, porquê mesmo com uma indicação ao Globo de Ouro, Hopkins foi desprezado pela SAG. Além disso, como mencionado acima, a Netflix está apostando muito neste ano, e há uma boa chance da produção ser renegada em favor de O Irlandês e História de um Casamento.

 

Jamie Foxx – Luta por Justiça
Foxx já teve uma dupla indicação em 2004 (quando ganhou por Ray e recebeu um aceno por Colateral), agora volta à corrida do Oscar com o drama jurídico Luta por Justiça, onde interpreta Walter McMillian, um preso no corredor da morte que busca provar sua inocência. A produção estreou no Festival Internacional de Cinema de Toronto, onde recebeu críticas positivas. O filme não foi um participante importante no circuito deste ano, mas Foxx foi um destaque graças ao seu desempenho convincente e comovente. Ele pode não ter conseguido uma indicação no Globo de Ouro, mas conseguiu uma vaga na SAG, indicando que ele tem muito apoio no setor.

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Mesmo que Foxx acabe recebendo uma indicação ao Oscar, suas chances de ganhar são baixas. Outros candidatos nessa categoria têm mais impulso, aparecendo em filmes que devem ser candidatos em todos os níveis.

 

Jonathan Lithgow – O Escândalo
O Escândalo foi um dos últimos “filmes de Oscar” a serem exibidos este ano, ainda inédito no Brasil, e embora não faça tanto barulho a produção tem fortes atuações. O filme gira em torno do poderoso trio de atrizes: Charlize Theron, Nicole Kidman e Margot Robbie. As principais protagonistas buscam agitar as coisas em suas respectivas categorias, mas não estão sozinhas. Lithgow como Roger Ailes foi citado nas resenhas como alguém que poderia estar na disputa como ator coadjuvante.

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Assim como os espectadores, a Academia nunca pode resistir a um papel de vilão, e Ailes quase certamente será um dos personagens mais vis e desprezíveis do cinema em 2019. Apenas nos breves vislumbres do trailer completo, Lithgow é uma presença intimidadora que pode fazer com que as pessoas se sintam incrivelmente desconfortáveis ​​com apenas algumas palavras. Mas parece que um personagem tão vil quanto Ailes não é bem aceito,  pois Lithgow foi desprezado tanto pelo Globo de Ouro como pelo SAG.

 

As cartãs estão postas, então fação suas apostas e confiram o resultado na grande noite da premiação no dia 9 de fevereiro de 2020.

 

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